O rácio ora e
prata de 1800 para 1900
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É o início de uma série de artigos sobre a história do rácio ora/prata. O objectivo é descobrir qual é o rácio que haver entre o ouro e o prata. O rácio actual está entre 60 e 75, parece-me ser uma anomalia temporária do mercado. Explicarei ao longo destes artigos as diferentes maneiras de aproximar este famoso rácio. O rácio de 15 é avançado geralmente por numerosos autores, este rácio histórico de 15 raramente é justificado e explicado. Estes em trabalhos, espero descobrir um rácio natural entre o ouro e o prata e ajudar melhor a compreender os diferentes factores que fazem-no evoluir. As pistas de investigações são numerosas e começo por as que me parecem mais simples a utilizar, é a pista histórica. Estudarei outros períodos da história atrasado.
I. Relatório
legal.
Numismatique é interessante
para conhecer a relação legal entre o ouro e o prata.
Contudo, não é pergunta de fazer aqui o trabalho de um numismate,
trata-se exactamente de determinar o rácio legal entre as peças
de moedas de ouro e de prata.
- O soberano.
A peça de ouro pesa 7.988 gramas (com 11/12 de ouro).
O soberano equivale à 20 xelins de prata.
Uns xelins faz 5.23 gramas de prata.
Para 20 xelins, tem-se 104.6 gramas de prata.
Por conseguinte para 104.6 gramas de prata tem-se 7.32 gramas de ouro.
A relação monetária entre o ouro e o prata, estabelecido
de acordo com a lei de 1816, dá um rácio or/argent de 14.29.


- O franco ora, ou Louis de ouro.
Na França, a lei de 28 de Março de 1803 fixa as regras monetárias
francesas. O Franco é representado por uma peça de 1 franco,
contem 5 gramas de prata à 900/1000.
É necessário 155 peças de 20 francos ora (Louis de
ouro) para ter 1 Kg e um 1 Kg de prata representa 200 francos.
3100/200 = 15.5
O rácio legal entre o ouro e o prata é de 15.5, na França,
de acordo com a lei de 1803.
Isto representa a relação legal entre o ouro e o prata,
na Inglaterra e a França, no início do século XIX.


- Aos Estados Unidos da América, a relação legal entre o ouro e o prata é de 15.5 nessa mesma época.


II. Fim do BI métallisme
O século XIX é o período
de balanço, muito antigo, do rácio de 15 entre o preço
do ouro e o prata.
Os três séculos precedentes escoou-se com um rácio
de 15 ou mesmo inferior (globalmente). Explicarei mais em detalhes este
período num próximo artigo sobre o mesmo tema.
O rácio de 15 parece ser uma espécie de equilíbrio
natural entre o ouro e o prata. Este equilíbrio é quebrado
no fim do século XX com a depreciação do prata.
Esta depreciação é atribuída à vários factores:
- O abandono do BI métallisme, o prata não é mais um metal padrão. Este factor parece o emporter sobre todos os outro.
- O aumento da produção de prata aos Estados Unidos.
Vendas de prata da Alemanha,
que têm além disso um impacto psicológico muito extremamente.
A Alemanha encontra-se numa situação diferente outros países
dado que passa do mono métallisme prata ao mono métallisme
ora. É um caso único dado que os outros países passam
BI métallisme ao padrão ora. Tem por conseguinte gordos
existências a vender, mas é sobretudo a ameaça das
vendas que pesa sobre os preços mais que as vendas elas mesmas.
vendas de prata dos países escandinavos.

Durante os 2/3 do século XIX, o rácio do preço ora e prata está próximo de 15. Este rácio é imposto pelo relatório legal (como o a França, de Inglaterra e EUA). O fim do século é marcado por um abandono, quase generalizado, do BI métallisme pelo conjunto dos países. É o golpe de graça para o prata, age-se ao mesmo tempo sobre a oferta (aumento da produção) e pede-o (abandono bi-métalisme). É à este momento que o prata perde a sua coroa de louro.
Este artigo é a primeira peça de um puzzle. Uma vez todas as peças reunidas, teremos uma imagem precisa do rácio do preço entre o ouro e o prata, então saberemos melhor compreender este rácio no passado, hoje, e poderemos imaginar mais facilmente que será amanhã.
Dr. Thomas Chaize
