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Petróleo, população e PIC de produção

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A pergunta central é : porque o preço do petróleo monta? Tentation é forte explicar o aumento dos preços do petróleo unicamente por razões conjunturais (guerras, embargo) e esquecer as razões estruturais. No entanto isto chega frequentemente nos jornais e a televisão onde cada aumento do preço da gasolina à bomba é atribuído uma crise geopolítica.

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As crises, que têm reflectiam sobre o preço hidrocarboneto, são a consequência de tensões estruturais essenciais no mundo da energia. Para simplificar, há crises porque corre o risco-se de faltar de petróleo e não a inversa.
É necessário ver além guerras e crises as razões do aumento do preço do petróleo. O crescimento económico da Ásia, o aumento da população mundial, o aumento do consumo de energia per capita e no mesmo tempo a diminuição contínua das reservas de petróleo é as razões fundamentais que provocam estas crises, mim desejou resumir isto num único gráfico, as algumas linhas que seguem não são único o comentário.

I Guerras e políticas :
As tensões geopolíticas fazem montar os preços do barril de produto bruto a curto prazo, não obstante somente possível porque o equilíbrio entre a oferta e a procura é cada vez mais difícil. Se o mundo produzisse dez vezes mais petróleo, estas crises teriam poucas consequências para o preço do barril de petróleo.

1) Guerras e crises políticas.
Eis algumas datas que explicam os grandes movimentos do preço da gasolina desde mais de trinta anos.
- 17/10/1973: Embargo dos países OPEP.
- 12/12/1978: Revolução Iraniana,
- 4/11/1979: Crise dos reféns americanos em Irão.
- 05/1979: Guerra Irão Iraque: incidentes à fronteira entre o Irão e o Iraque,
- 09/1980: Início da guerra Irão Iraque.
- 2/08/1990: Invasão do Kuwait pelo Iraque

- 16/01/1991: Início da Operação tempestade do deserto e o 26/02/2006 é o fim da guerra do golfe (liberação de Kuwait City).
- 25/12/1991: Início da deslocação da URSS.
- 11/09/2001: Atentados do World Trade Center, Nova Iorque
- 20/03/2003: Início da Guerra no Iraque.

2) Situação da economia mundial perante os problemas da energia.

Mais abstracto e mais subjectivo que as datas de crises mencionadas no parágrafo precedem, eis algumas linhas sobre pontos importantes a sublinhar no gráfico dos preços do barril de petróleo (preços à refinaria):

- 1993: A China torna-se importador de petróleo, em 2002 de 34% das necessidades de petróleo são importados seguidamente 40% em 2005. A produção de petróleo da China deveria manter-se até em 2009 para seguidamente reduzir-se. Consequentemente, todas as novas necessidades de petróleo da China deverão ser preenchidas por importações.

- 1997: Crise económica na Ásia que provoca uma baixa temporária do pedido de petróleo.

- 2004 : a Índia atinge a sua PIC de produção de petróleo, desenvolve então uma diplomacia da energia para assegurar o seu abastecimento de petróleo a longo prazo. A Índia e a China reencontram-se frequentemente em situação de concorrência para comprar recursos petroleiros na a Rússia, na o o Irão, na a África, na a América do Sul e a sobretudo Ásia central. A Índia tem por projecto a construção de várias canalizações, a primeira canalização passaria pelo Paquistão à destino do Irão, a segunda canalização passaria pelo Bangladeche para estabelecer uma relação energética com a Ásia do sudeste, e por último o terceiro passaria pelo Paquistão e o Afeganistão à destino do Turquemenistão.

- 2004: Em Fevereiro, Shell anuncia uma revisão em baixa de 30% das suas reservas de petróleo sobre fundo de sobrestimação das reservas de petróleo da Nigéria para contornar as quotas OPEP.

Sobre este gráfico, é possível acrescentar dezenas de datas legítimas para explicar o aumento do preço do petróleo no mundo. Tenho de fazer de escolhas, queria sobretudo mostrar o aumento do consumo Chinês e Indiano bem como a curva estratégica muito importante tomada por estes dois países. O último ponto é o da sobrestimação das reservas petroleiras pelos países e as companhias petroleiras, Shell é a 1a companhia a ter feito seu mea culpa.

Versão pdf do gráfico

II. PIC de produção :
O gráfico não comporta todos os países que atingiram a sua PIC de produção de ouro preto para não complicar a leitura, eis uma lista mais detalhada com as datas das PIC de produção :
1955 : Áustria
1966 : Alemanha,
1970 : Líbia, Bahreïn, Venezuela, Ucrânia
1971 : EUA (a previsão de King Hubbert revelou-se exacta).
1973 : Canadá, Malásia
1976 : Irão, Roménia
1977 : Indonésia
1978 : Brunei, Iémen, Trinidad
1981 : Tunísia
1982 : Chile
1983 : Peru, Albânia,
1986 : Camarões
1987 : Hungria, Países Baixos
1988 : Croácia, França,
1991 : Turquia
1992 : Paquistão
1995 : Síria, Egipto
1996 : Gabão
1997 : Itália
1998 : Uzbequistão, Argentina,
1999 : Iémen, Colômbia
2000 : Austrália, Grã-Bretanha (declínio muito rápido da produção off-shore).
2001 : Omã, Congo
2002 : Dinamarca,
2003 : Noruega, China, México
2004 : Catar, Índia (início da sua política energética), Malásia, Equador.
2005 : Tailândia.
Cada dia as reservas mundiais de petróleo diminuem mais ligeiramente e no mesmo tempo a lista dos países que atinge-se a sua PIC petroleira alonga-se.

III. População mundial.
O crescimento da população mundial bem como a necessidade crescente em energia da Índia e a China para apoiar o seu desenvolvimento pesam cada vez mais pesados no pedido mundial de petróleo.

1) Evolução da população mundial e a produção de mundial de petróleo bruto.
- A população mundial passou de 2.5 mil milhões de habitantes em 1950 à 6.5 mil milhões de habitantes em 2006. Este aumento da população mundial acompanhou-se de um aumento do consumo de petróleo. Em 1970, a produção mundial de petróleo (muito líquido) era de 48 milhões de barris por dia, em 2004, ela era de 83 milhões barris por dia.

- De 1970 para 2004, a produção mundial de petróleo adaptou-se ao aumento da população mundial. A produção por ano e per capita permaneceu mais ou menos mesma, de aproximadamente 750/760 de litro de petróleo bruto per capita e por ano, ou seja em média os 2.1 litros de petróleo bruto por dia. (Por exemplo em 2004, a produção é de 30.3 mil milhões de barris para 6.3 mil milhões de habitantes, o que faz 4.7 barris ou seja após conversão 756 litros por ano e 2.07 litros por dia e per capita).

as 2) profundas desigualdades no consumo de petróleo.
Os EUA representam 4.6% da população mundial, consomem 24% da produção mundial de petróleo em 2004 (cálculos com base em 300 milhões de habitantes e 20 milhões de barris por dia de consumo de petróleo), ou seja 10.5 litros de petróleo bruto por dia e per capita
- A Alemanha, a Inglaterra e a França reunidos representam 3.2% da população mundial e consomem 7.7% da produção mundial de petróleo, ou seja 4.94 litros de petróleo bruto por dia e per capita.
- A China, com os seus 1.3 mil milhões de habitantes, representa 20% da população mundial e não consome único 6.9 milhões de barris de produto bruto por dia ou seja 8% da produção mundial, ou seja 0.83 litros de petróleo bruto por dia e per capita.
Um Americano consome 12.6 vezes mais que um Chinês e um Francês, Alemão ou Inglês consome 6 vezes mais que um chinês.
- Enquanto que a produção de petróleo aflige responder ao aumento da população mundial, uma parte da população adopta maus os hábitos energéticos do ocidente. Por conseguinte, o momento em que a oferta não poderá mais satisfazer o pedido aproxima-se mais rapidamente ainda ligeiramente.

Desde o início da utilização do petróleo, a resposta ao aumento do pedido de petróleo faz-se sob a forma do aumento da sua produção.
No entanto, chegamos aos limites deste sistema, a população mundial continua a crescer e numerosos países aumentam o seu consumo per capita adoptando o modo de vida ocidental. Qualquer isto chega ao pior momento, quando o mundo prova cada vez mais dificuldade para aumentar as suas capacidades de produção petroleira por falta de novas descobertas.
O aumento do preço do petróleo nos anos próximos não será o fruto de crises pontuais cada vez mais frequentes e graves, mas o resultado de um desfasamento que cresce entre o pedido (população em aumento e aumento do consumo per capita) e oferece-o (limite geológico das reservas de petróleo).
Resumir: uma população mundial que cresce, que consome mais ainda, em frente deaquilo um recurso geológico em quantidade limitada…. É um problema que King Hubbert já tem sublinhado eis alguns anos:
“We are dentro a crisis dentro the evolução fora human socienty. It' s unique to both human and geologic history. It has never happened before and it can' t possibly happen again. You face only gasta óleo onça. You face only gasta metals onça. Soon o DE the óleo is going to Be burned and o DE the metals mined and scattered.”
“Vivemos uma crise na evolução da sociedade humana. É único na história tanto humana como geológica. Aquilo nunca chegou anteriormente e aquilo não pode mais provavelmente chegar de novo. Pode apenas utilizar o petróleo único só uma vez. Pode apenas utilizar metais único só uma vez. Cedo todo o petróleo vai ser queima e todos os metais extraídos e dispersados. ”

Dr. Thomas Chaize

11/2006

Fontes :
- l’ASPO
- US Census bureau
- EIA (Energy information administration)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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